Remarketing no Google Ads: como recuperar visitantes do seu site

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Remarketing no Google Ads: como recuperar visitantes do seu site

Índice

Você investe tempo e dinheiro para atrair pessoas até o seu site, mas a maioria sai sem comprar, sem preencher um formulário ou sem clicar no botão de contato. Se essa situação soa familiar, você não está sozinho. Estudos do setor de marketing digital indicam que a taxa média de conversão de uma visita em primeira interação costuma ficar entre 1% e 3%, dependendo do segmento. Isso significa que, do total de quem chega até a página, a esmagadora maioria simplesmente vai embora.

A boa notícia é que existe uma forma de continuar aparecendo para essas pessoas depois que elas saem do seu site. Essa estratégia se chama remarketing no Google Ads, e é uma das ferramentas mais utilizadas por empresas que querem recuperar visitantes e melhorar o retorno de cada visita recebida. Neste artigo, você vai entender o que é, como funciona, quais os principais tipos de campanha, quanto custa e como começar a usar mesmo que você nunca tenha configurado uma campanha de Google Ads antes.

Este conteúdo tem caráter informativo. Decisões técnicas e estratégicas devem ser tomadas com profissional especializado em mídia paga, especialmente quando há orçamento significativo em jogo.

O que é remarketing no Google Ads

O que é remarketing no Google Ads - imagem ilustrativa
O que é remarketing no Google Ads

Remarketing é um recurso do Google Ads que permite exibir seus anúncios para pessoas que já tiveram algum contato anterior com a sua marca, geralmente por meio do seu site, aplicativo ou canal no YouTube. A lógica é simples: se alguém já demonstrou interesse no que você oferece, faz sentido que você tenha uma nova oportunidade de se comunicar com essa pessoa em outro momento, em outro canal, com uma mensagem talvez mais alinhada ao que ela buscava.

Na prática, isso funciona por meio de cookies e tags. Quando uma pessoa acessa uma página do seu site que contém a tag do Google Ads, um cookie é gravado no navegador dela. Esse cookie registra que aquela pessoa visitou o seu site. A partir daí, você pode criar listas de público e exibir anúncios específicos para quem já esteve ali.

Vale destacar que o recurso passou por ajustes nos últimos anos. O Google vem restringindo o uso de cookies de terceiros no Chrome, e a regulamentação de privacidade também exige mais cuidado com consentimento. Ainda assim, o remarketing continua funcionando e é uma peça importante dentro de uma estratégia de mídia paga.

Como o remarketing funciona na prática

Como o remarketing funciona na prática - imagem ilustrativa
Como o remarketing funciona na prática

Antes de partir para a parte operacional, vale entender o fluxo geral, porque muita gente confunde as etapas e acaba pulando passos importantes.

1. A pessoa visita o seu site

Tudo começa com a visita. O usuário chega ao seu site por meio de busca orgânica, anúncio pago, rede social, link em e-mail ou qualquer outro canal. Esse é o chamado tráfego de entrada.

2. A tag do Google Ads registra a visita

Você instala um pequeno trecho de código, chamado de tag global do Google Ads (gtag.js) ou, antigamente, o pixel de remarketing, em todas as páginas do site, ou em páginas específicas. Quando alguém acessa uma página com a tag, o cookie é gravado. A partir desse momento, o usuário entra nas suas listas de público, conforme as regras que você definir.

3. Você cria listas de público

Dentro do Google Ads, em "Gerenciador de públicos", você define quem entra em cada lista. Exemplos comuns:

  • Todos os visitantes do site nos últimos 30 dias.
  • Visitantes que acessaram uma página de produto específica.
  • Usuários que adicionaram itens ao carrinho.
  • mas não finalizaram a compra.
  • Visitantes que ficaram mais de 1 minuto na página.

4. Você cria uma campanha segmentada para essas listas

Com a lista pronta, você monta uma campanha nova (ou usa uma existente) e define que o público-alvo é aquela lista de remarketing. A partir daí, os anúncios passam a ser exibidos para essas pessoas em outros canais do Google, como a Rede de Display, YouTube, Gmail e também nos resultados de busca.

5. O usuário vê o anúncio novamente e, idealmente, converte

Esse é o objetivo final. Pode ser uma compra, um cadastro, um retorno ao site ou uma ligação. O ponto é que você ganhou uma segunda (ou terceira, ou quarta) chance de convencer alguém que já demonstrou interesse real.

Principais tipos de remarketing no Google Ads

Principais tipos de remarketing no Google Ads - imagem ilustrativa
Principais tipos de remarketing no Google Ads

Existem várias modalidades, e cada uma atende a um objetivo diferente. Saber a diferença é essencial para não gastar dinheiro com listas que não fazem sentido para o seu negócio.

Remarketing padrão da Rede de Display

É o tipo mais conhecido. Você exibe anúncios em formato de banner para quem já visitou o seu site, enquanto essas pessoas navegam por outros sites parceiros do Google, usam aplicativos ou assistem vídeos no YouTube. É indicado para manter a marca visível e reforçar a lembrança.

Remarketing dinâmico

Esse é mais avançado e muito usado por e-commerce. Os anúncios são personalizados automaticamente com base nos produtos ou serviços que a pessoa viu no seu site. Por exemplo, se alguém olhou um tênis vermelho e saiu, o Google pode exibir um banner mostrando exatamente aquele tênis. Para funcionar, é preciso vincular o Google Ads ao Merchant Center e ter um feed de produtos ativo.

Remarketing em vídeo (YouTube)

Os anúncios aparecem antes, durante ou depois de vídeos no YouTube para pessoas que interagiram com o seu canal ou visitaram o seu site. É ótimo para fortalecer a presença de marca, especialmente em segmentos visuais, como moda, turismo, educação e alimentação.

Remarketing na rede de pesquisa (RLSA)

Aqui o formato muda um pouco. Em vez de banners, os anúncios aparecem nos resultados de busca do Google quando a pessoa faz uma nova pesquisa. A diferença é que você pode ajustar lances e anúncios para esse público específico. Por exemplo, mostrar uma mensagem diferente, ou dar um lance mais agressivo, sabendo que aquele usuário já te conhece.

Remarketing no Gmail

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Os anúncios aparecem como e-mails promocionais na aba "Promoções" do Gmail. Funciona bem para promover ofertas, lançamentos e conteúdo rico, como e-books e webinars.

Lista de e-mails de clientes (Customer Match)

Você envia uma lista com e-mails dos seus clientes atuais para o Google Ads. O sistema faz a correspondência e permite exibir anúncios para essas pessoas em vários canais do Google. É útil para campanhas de upsell, cross-sell ou reativação de clientes antigos.

Tabela comparativa dos tipos de remarketing

Tabela comparativa dos tipos de remarketing - imagem ilustrativa
Tabela comparativa dos tipos de remarketing
Tipo Onde aparece Melhor uso Complexidade
Rede de Display Sites, apps e YouTube Manter a marca visível Baixa
Dinâmico Sites, apps e YouTube E-commerce, vendas diretas Média a alta
Vídeo (YouTube) YouTube Branding e consideração Média
Rede de Pesquisa (RLSA) Resultados do Google Conversão e ajuste de lance Média
Gmail Caixa de entrada do Gmail Promoções e conteúdo Média
Customer Match Vários canais do Google Upsell e reativação Média

Como configurar uma campanha básica de remarketing

Se você nunca criou uma campanha de remarketing, o caminho mais simples é seguir uma sequência clara. Veja um passo a passo objetivo.

1. Instale a tag do Google Ads no site

O primeiro passo é ter a tag global do Google Ads ativa em todas as páginas (ou nas páginas estratégicas). Hoje, a recomendação é usar o Google Tag Manager, uma ferramenta gratuita que facilita a gestão de tags sem precisar editar o código do site a cada mudança.

2. Defina os públicos no Gerenciador de públicos

No menu "Gerenciador de públicos" do Google Ads, crie listas como "Todos os visitantes", "Visitantes de páginas de produto", "Abandonaram carrinho" e assim por diante. Você pode definir janelas de tempo, como os últimos 7, 30, 60 ou 540 dias.

3. Crie uma nova campanha de Display ou de Pesquisa

Para começar, a Rede de Display costuma ser o caminho mais fácil. Crie uma campanha com objetivo de "Vendas" ou "Consideração de marca", selecione o tipo de remarketing e adicione a lista como público-alvo.

4. Configure os anúncios

Crie peças visuais que façam sentido para quem já te conhece. Pode ser uma oferta especial, um lembrete do produto visto, um depoimento, um desconto exclusivo. Evite repetir exatamente o que a pessoa já viu na primeira visita.

5. Defina lances e orçamento

Para remarketing, costuma-se usar lances mais altos do que para públicos frios, já que a chance de conversão é maior. Comece com um orçamento diário que você consiga sustentar por pelo menos duas semanas para gerar dados consistentes.

6. Monitore e otimize

Acompanhe métricas como taxa de conversão, custo por conversão, CTR (taxa de cliques) e frequência (quantas vezes a mesma pessoa viu o anúncio). Se a frequência estiver muito alta, maior que 5 ou 7 por dia, vale reduzir a exposição para evitar saturação.

Boas práticas para campanhas de remarketing

Mesmo quem já tem alguma experiência pode cometer erros. Algumas boas práticas ajudam a evitar desperdício de verba. Segmentar bem as listas, evitando misturar visitantes muito qualificados com pessoas que apenas passaram pela home. Excluir da campanha quem já é cliente, especialmente se a oferta não fizer sentido para quem já comprou. Usar janelas de tempo compatíveis com o ciclo de compra do seu negócio. Um software B2B pode precisar de 60 a 90 dias. Um e-commerce de moda pode funcionar bem com 7 a 30 dias. Respeitar limites de frequência, evitando cansar o público. Garantir consentimento de cookies, com banner de privacidade em conformidade com a LGPD. Testar diferentes mensagens, formatos e criativos para encontrar a combinação que mais converte.

Erros comuns ao usar remarketing no Google Ads

Configurar a tag errada ou esquecer de instalar em páginas importantes, como página de checkout. Misturar listas muito amplas com mensagens muito específicas, gerando baixa relevância. Excluir públicos de alta intenção por medo de "gastar duas vezes" com a mesma pessoa. Não atualizar a lista de clientes convertidos, fazendo com que antigos compradores continuem recebendo anúncios de captação. Ignorar a frequência e bombardear o usuário com o mesmo banner por dias seguidos.

Quanto custa uma campanha de remarketing

O custo varia muito. Você pode começar com 20 ou 30 reais por dia em uma campanha de Display e ir ajustando conforme os resultados. O Google Ads opera em modelo de leilão, então o valor pago por clique ou por mil impressões depende do segmento, da concorrência e da qualidade dos seus anúncios.

O ponto importante é que remarketing costuma ter custo por conversão mais baixo do que campanhas de prospecção fria, justamente porque você está falando com pessoas que já demonstraram interesse. Isso significa que, em muitos casos, o retorno sobre o investimento é mais alto, mesmo com lances mais agressivos.

Quando faz sentido usar remarketing

O recurso funciona bem em quase qualquer negócio que tenha site recebendo tráfego, mas é especialmente indicado em alguns cenários:

  • E-commerce com volume relevante de visitas e catálogo de produtos.
  • Empresas de serviços com ciclo de decisão mais longo.
  • como software.
  • cursos e consultorias.
  • Negócios locais que querem reforçar presença regional.
  • Marcas que investem em conteúdo e querem reimpactar leitores.

Por outro lado, pode não fazer sentido para quem tem pouquíssimo tráfego, pois as listas serão pequenas demais para gerar impacto estatístico. Nesses casos, o ideal é primeiro aumentar o volume de visitas antes de partir para o remarketing.

Atenção à privacidade e à LGPD

Como o remarketing depende de cookies e identificação de usuários, é fundamental estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados. O site precisa ter um banner de consentimento de cookies, permitindo que o usuário aceite ou recuse o rastreamento. Quem opta por não aceitar não deve entrar nas listas de remarketing, e isso precisa estar configurado corretamente.

Além disso, vale lembrar que o Google anunciou mudanças no uso de cookies de terceiros no Chrome, adiadas algumas vezes. Mesmo com essas mudanças, o remarketing segue funcionando com cookies próprios e dados próprios, mas é importante acompanhar as atualizações da plataforma para ajustar a estratégia quando necessário.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Preciso de muito tráfego para usar remarketing?

Não necessariamente, mas listas muito pequenas podem prejudicar o desempenho da campanha e até inviabilizar a exibição dos anúncios. O ideal é ter pelo menos algumas centenas de visitas por mês para começar a extrair dados relevantes. Se o volume for baixo, vale investir primeiro em estratégias de atração antes de partir para o remarketing.

2. Qual a diferença entre remarketing e retargeting?

São termos frequentemente usados como sinônimos. Tecnicamente, "remarketing" é a nomenclatura oficial do Google Ads, e "retargeting" é o termo mais usado em redes sociais, como Facebook Ads. No fundo, ambos se referem à mesma estratégia: impactar novamente alguém que já teve contato com a sua marca.

3. Quanto tempo devo manter uma lista de remarketing ativa?

Depende do seu ciclo de vendas. Para e-commerce, listas de 7 a 30 dias costumam funcionar bem. Para serviços e softwares, listas de 30 a 90 dias trazem mais resultados. Listas mais longas, de até 540 dias, podem ser usadas para branding, mas a taxa de conversão costuma cair bastante.

4. Remarketing funciona para qualquer tipo de negócio?

Funciona bem para a maioria, mas não é mágica. Se o seu site tem problemas de usabilidade, páginas lentas ou falta de informações claras, o usuário vai sair de novo, mesmo vendo o anúncio pela segunda vez. O remarketing potencializa o que já funciona, não conserta problemas estruturais.

5. Como sei se minha campanha de remarketing está dando resultado?

Acompanhe métricas como custo por conversão, taxa de conversão, retorno sobre investimento em publicidade (ROAS) e engajamento da lista. Se o custo por conversão estiver mais alto do que o valor médio do cliente, vale revisar segmentação, anúncios e landing pages. Também é importante comparar com campanhas de prospecção fria para entender o ganho real do remarketing.

Conclusão

O remarketing no Google Ads é uma das estratégias mais эффективных para recuperar visitantes que já demonstraram interesse no seu negócio. Em vez de gastar cada vez mais para trazer pessoas novas, você aproveita o trabalho que já foi feito para se reimpactar quem te conheceu. Quando bem segmentado, com mensagens adequadas e em conformidade com a LGPD, o recurso costuma entregar retorno melhor do que campanhas de prospecção fria, especialmente em e-commerce e serviços com ciclo de venda mais longo.

Se você quer colocar isso em prática e não tem tempo ou equipe para cuidar de campanhas de mídia paga, a Baita Site tem uma equipe especializada em sites, e-commerce, sistemas e inteligência artificial, com domínio total de WordPress e das principais ferramentas de tráfego pago. Fale com a gente e veja como podemos acelerar o seu projeto.

Referências consultadas, Documentação oficial do Google Ads sobre remarketing

https://support.google.com/google-ads/answer/2476688?hl=pt-BR, Guia de remarketing dinâmico do Google Ads: https://support.google.com/google-ads/answer/3124536?hl=pt-BR, Blog da Resultados Digitais sobre remarketing: https://resultadosdigitais.com.br/blog/remarketing-google-ads/, Rock Content sobre remarketing para iniciantes: https://rockcontent.com/br/blog/remarketing/, LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados: https://www.gov.br/esporte/pt-br/acesso-a-informacao/lgpd

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Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Preciso de muito tráfego para usar remarketing?

Não necessariamente, mas listas muito pequenas podem prejudicar o desempenho da campanha e até inviabilizar a exibição dos anúncios. O ideal é ter pelo menos algumas centenas de visitas por mês para começar a extrair dados relevantes. Se o volume for baixo, vale investir primeiro em estratégias de atração antes de partir para o remarketing.

2. Qual a diferença entre remarketing e retargeting?

São termos frequentemente usados como sinônimos. Tecnicamente, 'remarketing' é a nomenclatura oficial do Google Ads, e 'retargeting' é o termo mais usado em redes sociais, como Facebook Ads. No fundo, ambos se referem à mesma estratégia: impactar novamente alguém que já teve contato com a sua marca.

3. Quanto tempo devo manter uma lista de remarketing ativa?

Depende do seu ciclo de vendas. Para e-commerce, listas de 7 a 30 dias costumam funcionar bem. Para serviços e softwares, listas de 30 a 90 dias trazem mais resultados. Listas mais longas, de até 540 dias, podem ser usadas para branding, mas a taxa de conversão costuma cair bastante.

4. Remarketing funciona para qualquer tipo de negócio?

Funciona bem para a maioria, mas não é mágica. Se o seu site tem problemas de usabilidade, páginas lentas ou falta de informações claras, o usuário vai sair de novo, mesmo vendo o anúncio pela segunda vez. O remarketing potencializa o que já funciona, não conserta problemas estruturais.

5. Como sei se minha campanha de remarketing está dando resultado?

Acompanhe métricas como custo por conversão, taxa de conversão, retorno sobre investimento em publicidade (ROAS) e engajamento da lista. Se o custo por conversão estiver mais alto do que o valor médio do cliente, vale revisar segmentação, anúncios e landing pages. Também é importante comparar com campanhas de prospecção fria para entender o ganho real do remarketing.

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